sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A Publicidade sem Moderação

Além da globalização e da política neoliberal, existe um fator, até um pouco subjetivo, que influencia o consumo: a publicidade. Uma profissão extremamente capitalista que existe justamente por causa do consumidor, e com um pouco de “sorte”, pelo consumista.
Na publicidade, o que é feio parece bonito, o que é ruim parece ótimo. Basta analisar o nível de publicidade e propaganda em que uma empresa investe para interpretar sua visão frente ao consumidor. O conhecimento se transforma em reconhecimento e a compra se relaciona com a massificação do produto em forma circular e frenética.
O crescimento das agências de comunicação é nítido. Isso, porque nos dias de hoje tudo é muito parecido; os produtos se assemelham até no que parece ser estratégico e a diferença muitas vezes é buscada na própria publicidade.
O que a publicidade nos influencia a fazer, é melhor fazer com moderação.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Aldeia Global

As aulas estão rendendo para esse trabalho. Hoje, o Ivan falou uma pouco sobre Aldeia Global e Globalização. Tema esse, que é fundamental ser citado quando se estuda a Cultura de Consumo.
A frase clássica de McLuhan: “O meio é a mensagem”. Foi enfatizado que, na realidade, o meio seria mais importante do que a própria mensagem, ou a problemática. Em dias de século XXI, é possível dizer que o meio é muito mais tangível que a mensagem. É como se esta segunda não tivesse realmente tanta importância, pois o foco seria exportar de forma que todo o mundo se tornasse um único meio – seguindo um pensamento de megalomania.
A globalização torna o mundo próximo de uma única aldeia, onde todos conhecem tudo sobre todos e propõe a integração do mundo, principalmente pelos meios de comunicação. Assim, se perde a identidade nacional e a sociedade fica cada vez mais subordinada a quem detêm o poder econômico.
A perda de uma personalidade artística regional, desmente a afirmativa de que a arte é universal. Os estilos musicais, por exemplo, estão cada vez mais segmentados. Porém, não existe uma troca, um intercâmbio entre as culturas – e sim, de um determinado país cuja ação é de monopólio devido ao forte sistema econômico.
Na Teoria da Globalização, presente de forma mais intensa desde a década de noventa, defende a idéia de que o “mercado vira gente”. Tudo é baseado na economia de cada país que influencia a cultura dos mais “fracos”.Sendo assim, os brasileiros são, indiretamente forçados a consumir uma cultura que não é própria.
O consumo de tecnologia e formas artísticas internacionais são grande parte dos gastos no Brasil, incluindo roupas e alimentação. Tudo que vem de fora acaba sendo mais caro, e conseqüentemente, pesa mais no bolso público. As pessoas não consomem porque são obrigadas, mas por uma questão psicológica e emocional elas se vêem na necessidade de consumir aqui, o que também é consumido lá fora.
No Brasil, se chegou a um ponto no qual a influência cultural norte-americana, principalmente nos centros urbanos, se tornou algo quase homogêneo.O que antes era uma teoria do consumo vista de longe, e que não se via um crescimento tão ritmado e acelerado, se tornou algo quase incontrolável. Não há possibilidade de um país subdesenvolvido, e com todos os problemas econômicos do nosso, desenvolver uma cultura capaz de competir com outros países desenvolvidos, por mais rica que ela seja. A economia vence a cultura regional - O consumo dos mais fracos é para se tornar igual aos mais fortes.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Questionando a Teoria - Razão Psicanalítica

Hoje na aula de Teoria da Comunicação II, o Aristides abordou um tema muito interessante sobre a mente humana. Ela seria dividida em três razões. A primeira é a razão clássica, a segunda é a dialética, e a terceira a razão psicanalítica. Esta última foi teorizada por Freud e defende a seguinte idéia: “faço coisas que não sei por que faço” – Ou seja, por que se compra coisas que não são úteis? Por que o supérfluo se faz necessário? A resposta dada na aula é que isso gera uma satisfação, o princípio de realidade - Agir por impulsão e ser movido por desejos instantâneos, um ato pulsional e que busca a paz absoluta.

Logo, consegui fazer uma associação com um trecho da apostila do curso de Plano de Marketing. Na aula cinco, a professora irá aprofundar o por que das pessoas terem tanta vontade de comprar. Seria necessidade ou desejo? Na verdade, é uma questão de se sentir mais forte, de ter poder. O ser humano não se sente forte sendo diferente. Ele precisa ter as mesmas coisas que o outro, ou até, coisas melhores. É uma questão cultural. Mas isso pode ser explicado melhor na próxima semana, quando o tópico for dado na aula.

Voltando à Teoria da Comunicação, a citação final foi “Desejar ou fabricar o que não está disponível”. Essa citação é claramente ligada à técnica e tecnologia. Questionei-me então, se existiria uma diferença de consumo entre um país de primeiro mundo e um de segundo ou terceiro, embora essas nomeações já estejam decaídas. A resposta é: há diferença, porque, simplesmente, existe uma diferença cultural. Um país que dispõe de tecnologia de ponta, obviamente também a disponibiliza - Tanto para uso nacional, quanto para exportação.

Uma sociedade, nos dias de hoje, mesmo com a globalização, é movida inteiramente por um sistema econômico. Um país cujo sistema é socialista não dispõe de tantos produtos porque não há concorrência, não há publicidade. Logo, culturalmente, essa sociedade não cria uma cultura de consumo tão acentuada quanto os capitalistas. Como esse primeiro sistema está quase abolido mundialmente (embora a China venha desempenhando crescimento intensivo), não é inteiramente equivocado dizer que o mundo de hoje é extremamente consumista. Até porque, é quase impossível escapar da globalização. Inclusive, os países que tentam “fugir” desse sistema, acabam direta ou indiretamente participando deste fato. Hoje em dia, acreditar que o capitalismo e a sociedade de consumo possam desaparecer é algo sem fundamento e utópico.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Desculpe interromper o silêncio da sua viagem...

“Senhoras e senhores,

Desculpe interromper o silêncio da sua viagem. Eu poderia estar matando, poderia estar roubando, mas venho trazendo aqui deliciosas barras de cereais. Nas Lojas Americanas e em outras lojas do ramo, você encontra essas deliciosas barrinhas por R$1,50 a R$2. Aqui na minha mão os senhores pagam apenas R$1. É isso mesmo, só R$1. Venho trazendo os incríveis sabores de banana, castanha e chocolate, senhores. É para garantir o seu lanche saudável e a alegria de criançada. A quem não puder ajudar, o meu muito obrigado e que Deus os abençoe. Uma boa viagem”.