domingo, 21 de outubro de 2007

Sociedade de Consumo foi criado para organizar idéias. Durante alguns meses foram feitas postagens de textos, imagens, links e vídeos que exemplificam o que foi pesquisado. Não há qualquer tipo de linearidade nos posts, com exceção da bibliografia. Então, eles podem ser lidos em qualquer ordem.

“Se gostar indique para os amigos; se não, indique para os inimigos.”

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Bibliografia

Livros
McLuhan por McLuhan - Setphanie McLuhan e David Satines – Editora Ediouro – 2003.
Mídias sem Limite – Todd Gitlin – Ed. Civilização Brasileira – 2001.
Coisas da Vida – Martha Medeiros – Ed. LP&M – 2005
Admirável Mundo novo – Aldous Huxley – Ed. Bradil – 1969
Sites
Criança e Consumo

terça-feira, 16 de outubro de 2007

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

"Homem-primata: capitalismo selvagem"

Saiu ontem no caderno de Economia do JB uma matéria sobre a sociedade de consumo. A manchete é “Emoções guiam decisão de investimento”.
A matéria fala sobre a emoção na hora de consumir, e não apenas a razão. Segundo professores de finanças da Universidade Federal de Santa Catarina, o homem faz uso de ilusões cognitivas para consumir e investir. As decisões de compra teriam influência dos primatas, por situações vividas nas savanas africanas. A dificuldade das pessoas em poupar dinheiro remeteria aos casos nos quais os homens primatas teriam que consumir no menor tempo possível.
A decisão de consumo de um bem agora ou no futuro tem variáveis de tempo e risco. No caso do futuro, a variável de tempo, pois ele deve estar vivo; E a variável de risco, pois o objeto pode não estar mais disponível. Então, de uma certa forma, os juros levariam as pessoas a aprender a poupar.
Na matéria se aponta o contraponto das pessoas que, ao mesmo tempo em que criam uma poupança para os filhos, entram no cheque especial; outras preferem parcelar uma compra no cartão de crédito a usar o dinheiro de uma poupança feita nas férias, por exemplo.
Sobre a riqueza, as pessoas querem saber como ficar ricas, mas não conseguem nem definir o que é ser rico. Uma pessoa só pode ser considerada rica se o patrimônio que ela tiver puder ser sustentado em longo prazo – É importante saber o quanto pretende se investir para manter um padrão de vida estável.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Entrevista: Jorge Ventura

Jorge Ventura é jornalista, ator, poeta, publicitário, pai, tricolor, e entre muitas outras coisas, um consumista passional assumido.

Como você relacionaria a mídia e o consumo?
É clara a influência da mídia em relação ao consumo. A mídia está em todos os lugares, e até em nós mesmos, nós fazemos mídia e fazemos média. O poder da palavra escrita ou da palavra dita para milhões de pessoas tem muita força na sociedade. O simples fato de uma atriz aparecer com a sandália X já é motivo para, no dia seguinte, várias mulheres estarem à procura de uma igual. Todos querem ser notados de alguma forma, assim como a personagem é “notada”.

Por que a sociedade contemporânea consome cada vez mais?
O consumo faz parte de um ciclo, que pode ser vicioso algumas vezes. Nós consumimos mais, maior a produção, maior a propaganda, mais dinheiro e assim por diante. Todos esses itens, ou etapas são típicos de uma sociedade contemporânea. Não há como definir um único fator.

A sua satisfação é maior na hora de comprar ou consumir?
Confesso que a compra me traz maior satisfação. Sou um consumidor assumido, não consigo entrar em um shopping e não comprar nem que seja uma bala. Meu verdadeiro vício é a cultura; adoro livros e DVDs, vou à falência se continuar assim...

Como você compara o consumo do homem e da mulher?
Hoje em dia a distinção não é tão grande. Na questão da estética, por exemplo, muitos homens viraram adeptos de salões de beleza e academias. Em relação ao primeiro, podem até não ir com a mesma freqüência, até por uma questão cultural, mas duvido que um homem não goste de ter a barba bem feita.

Como você vê a tendência do consumo nos próximos anos?
Acredito que a exigência tende a aumentar. Os produtos têm ficado muito parecidos e todos os dias aparece uma tecnologia que tem um detalhe que já encanta o público. A concorrência está aumentando com o avanço científico. Creio que, com a velocidade das coisas, a tendência seja termos um público mais frenético e que prefira produtos práticos e que atendam aos seus imediatismos.

A cultura influencia o consumo ou o consumo influencia a cultura?
Um influencia o outro. Quando se compra uma camiseta, e não uma camisa social para ir à faculdade é por uma questão de cultura. As pessoas se “acostumaram a preferir” andar de camiseta a camisa social. Neste caso, a cultura influencia o consumo. No caso dos telefones celulares, cada um se viu obrigado a ter o seu por uma questão do próprio consumo levar a uma nova cultura. O consumo de celulares se tornou um “vício”, e é raro encontrar alguém da sociedade contemporânea que não tenha um. Hoje em dia o consumo de informação é muito mais fácil.

Quais os riscos e as vantagens que isso pode oferecer?
As vantagens são óbvias, saber de tudo com mais praticidade e rapidez nos faz economizar tempo e saber do que acontece no mundo. O risco é que também pode haver falhas na informação. Uma informação apurada de forma rápida pode não ser tão bem apurada e talvez estimular os boatos.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Obrigado por Consumir


Ninguém está pedindo para as pessoas consumirem exageradamente. Prezamos o consumo com moderação. As liquidações são apenas estratégias abertas ao público para promover vantagens aos mesmos. Sim, nós visamos o lucro, mas em primeiro lugar vem o nosso cliente.

O mundo faz vítimas do cigarro, álcool, trânsito, armas de fogo, e o consumo é apenas uma forma de suprir necessidades das pessoas. Não é supérfluo, é fundamental. As pessoas trabalham para quê, afinal?

As vantagens de pagamento existem para que o dinheiro possa render e ser usado de forma consciente. A abrangência de produtos, segmentado em diferentes marcas e, tendo cada um suas limitações, é justamente para se adequar ao tipo de necessidade e renda de um trabalhador.

Visamos o lucro sim, não precisamos ser hipócritas. Mas há de se convir que toda a Humanidade também visa. Sou trabalhador e um consumidor como qualquer um. Tenho minhas necessidades, desejos e até meus caprichos, por que não? Os profissionais de venda visam o lucro, mas de uma forma justa pelo qual o público tem livre escolha.

Hoje em dia se tem praticamente tudo, a diferença, é que nós parcelamos em dez vezes sem juros.

Obrigado por fumar conta a história de um lobista que é exemplo para os profissionais de relações públicas. Nick trabalha em uma multinacional do tabaco e, com seu discurso, quase convence a gente que fumar é bom.

Industrialização no Brasil

O processo de expansão industrial no Brasil foi intensificando nas décadas de 1940 e 1950. A partir da segunda metade dos anos 50, o setor industrial passou a ser o carro-chefe da economia no país. Durante o período colonial, pelas regras da política econômica mercantilista, não podia ser implantada no Brasil nenhuma atividade produtiva que competisse com as atividades da metrópole ou que prejudicasse seus interesses comerciais. Os primeiros esforços importantes para a industrialização aconteceram no Império. Os efeitos da quebra da bolsa de Nova York sobre a agricultura cafeeira e as mudanças geradas pela Revolução de 1930 mudaram o eixo da política econômica, que assumiu um caráter mais nacionalista e industrial. As medidas concretas para a industrialização foram tomadas durante o Estado Novo. As dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial ao comércio internacional favoreceram essa estratégia de substituição de importações. Em 1946 começou a operar o primeiro alto-forno da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. A Petrobrás foi criada em outubro de 1953. O nacionalismo da era Vargas foi substituído pelo desenvolvimentismo do governo Juscelino Kubstischek (1956 a 1961). Atraindo o capital estrangeiro e estimulando o capital nacional com incentivos fiscais e financeiros e medidas de proteção do mercado interno, JK implantou a indústria de bens de consumo duráreis, como eletrodomésticos e veículos, com o objetivo de multiplicar o número de fábricas de peças e componentes. Ampliou os serviços de infra-estruturas, como transporte e fornecimento de energia elétrica. Com os investimentos externos e internos, estimulou a diversificação da economia nacional, aumentando a produção de máquinas e equipamentos pesados para mecanização agrícola, fabricação de fertilizantes, frigoríficos, transporte ferroviário e construção naval. No início dos anos 60 o setor industrial superou a média de crescimento dos demais setores da economia brasileira.

domingo, 7 de outubro de 2007

Outros tipos de consumo

Claro que quando se fala em consumo na sociedade contemporânea a primeira coisa que se pensa é no material: em roupas e acessórios, tecnologia e em supérfluos como um todo. Mas na verdade, o consumismo se estende pelo abstrato, como o tempo, por exemplo.

Consumismo mais tempo porque temos mais afazeres, e temos mais afazeres porque as coisas nos consomem menos tempo. Hoje em dia, só se perde tempo em fila em casos extremos e só se perdem tempo em compras os mais céticos. A compra on-line deixou de ser teoria e passou a ser prática de uma forma muito mais avançada do que a previsão de Marshall McLuhan, nos anos sessenta. Analisando o que mais gastamos tempo nos últimos anos, talvez em engarrafamentos. Acho que nem dormindo seria, a população urbana tem dormido cada vez menos, tem comido cada vez mais rápido e tem praticado cada vez menos atividade física só para não servir de exemplo para a futura geração.

Consome-se mais energia, em todos os sentidos. No caso da energia elétrica é até óbvio. Mais tecnologia, mais dependência de correntes elétricas para os eletrônicos, pelo menos enquanto eles não começarem a depender totalmente de baterias (que ainda, terão de ser recarregadas). Quando não precisamos gastar energia esperando horas na fila de um banco, é preciso gastar a energia com a internet – e se o computador pifar, o que era para economizar acaba atrapalhando ainda mais.

O consumo é em rede. Quando se perde um ponto de se perde outro, e outro, e outro... Consome-se energia para tudo, e quando estamos de férias, para não ficarmos entediados, preferimos gastá-la mais ainda, mas de uma forma que resulte em algo de maior satisfação.
Há alguns-nem-tantos-anos, era quase impensável a idéia de um blackout. No entanto, ele aconteceu há pouco mais de cinco. Estamos racionalizando tudo, é a lei do imediatismo para, no fim, tentar garantir um pouquinho de emoção.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Entrevista: Eliane Santos

Eliane se formou em administração de empresas, desistiu da economia no quinto período, trabalhou quinze anos na Souza Cruz e hoje é uma convertida satisfeita ao comércio da moda.

Você já trabalhou com venda de cigarros e hoje trabalha com a venda de vestuário. Qual a diferença entre esses tipos de consumos?
A venda de roupas tem um público mais abrangente e é de aceitação universal. Não existe restrição de compras é algo que todos precisam consumir, alguns e maiores e outros em menores quantidades. Já no caso do cigarro, ela normalmente é maior em homens e de faixa etária acima dos trinta e cinco anos. É um consumo vicioso, coisa que raramente acontece com vestuários. Comprar cigarros acabou virando algo “obrigatório” para aqueles que são viciados, por isso, não são necessárias promoções e ações de venda: o próprio produto se vende sozinho.

Na sua opinião, por que as pessoas têm tanta necessidade de compra?
As pessoas buscam muito na aparência e no consumo um alívio de emoções. Por exemplo, quando a pessoa está triste ou chateada, de alguma forma, quando ela faz uma compra muito desejada, o foco daquele sentimento vai ser alterado para algo mais positivo, ela se sente mais feliz. Comprar virou sinônimo de felicidade e não necessariamente de necessidade.

Qual a diferença entre o consumo do homem e da mulher no mercado da moda?
A mulher é muito mais consumista, busca novidades diariamente, e procura conhecer as tendências. O homem consome mais por necessidade e é mais objetivo na compra, normalmente entra na loja já sabendo o que quer, o dinheiro que tem disponível e é mais resistente a promoções – ao mesmo tempo são um alvo mais fácil para satisfazer e, por não consumir tanto quanto as mulheres acabam se endividando menos e fazendo pagamentos à vista.

De que forma as pessoas são atraídas a consumir?
Normalmente é um critério sazonal. Existem épocas que as pessoas consomem mais, como Natal e Dia das Mães. Além disso, o público é atraído principalmente por promoções ou liquidações. Diminuir o preço é o principal alvo para atrair clientes. Principalmente no caso das mulheres, acabam levando um produto não por terem gostado, mas porque o preço era tão bom que seria impossível não levá-lo.

Existe alguma repressão ou algum tipo de culpa por parte dos vendedores indiretos de cigarro?
Não. Quem trabalha com cigarros direta ou indiretamente não se sente culpado, sendo fumante ou não. Todos vêem isto como sendo um trabalho comum. As pessoas visam o lucro e as condições do emprego, antes de tudo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A inversão de valores

Outro dia escutei uma mulher falando sobre o quanto precisava ir ao cabeleireiro. E foi aí que eu percebi o quanto as pessoas substituem seus valores quando fazem parte de uma sociedade de consumo. Ela usou uma frase metafórica que eu não me lembro muito bem, mas era algo que soava como: “deixo de comprar arroz e feijão, mas não deixo de pintar o cabelo”. Neste caso, se limita muito mais às mulheres. Não deixa de ser verdade, apesar de hiperbólico.
O supérfluo acaba substituindo o que é fundamental, nem que seja de uma forma psicológica. O físico, o que irá ser aparente acaba sendo mais importando ao que se chama de “beleza interior”. Pode-se dizer que isso tudo é influência da mídia – Afinal, a sociedade de consumo é um fruto da mídia. Os valores se invertem e o que era para ser um mundo globalizado, e ainda, de forma geral, com suas limitações culturais, acaba encontrando um ponto em comum: todos querem ser aceitos, nem que tenham que inverter seus próprios valores.
Deixando a hipocrisia de lado, eu mesma admito que economizo o dinheiro almoço para garantir a hidratação no fim do mês. Mas sem exageros também. Se for para economizar na comida, economize aquele lanche gorduroso, coma salda ao invés do número 1, frutas ao invés de gorduras saturadas e etc. O natural ainda é mais barato, e o natural caro será barato quando banalizado. Faça uma economia saudável e deixe seus valores em forma.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Tédio

Há uma outra explicação para a sociedade de consumo. Além do que todos já sabem: o consumo gera prazer como se liberasse endorfina; pode-se dizer que é um motivo para fugir do ócio exagerado, e, conseqüentemente do tédio.
O entendimento não é muito complicado. Basta dar uma olhada no texto sobre o consumo imediato que terá uma base de como é a sociedade contemporânea. Para quem quer tudo na hora, esperar é entediante. E para acabar com o mal, por que não umas compras? Não quero dizer que todos gastem centenas após esperar um tempão em fila de banco – até porque, se fosse assim estaríamos mais falidos que sempre e abririam shoppings centers dentro de bancos.
O consumo, não só de roupas e acessórios, de música, esporte, alimentação e informação está em toda sociedade urbana. Os moradores da zona rural fizeram as pazes com o tédio por nem saberem o quê ele é. Culpa da tecnologia. Hoje, motivo para tédio é ficar sem tv a cabo e sem Internet – justamente os dois meios que nos afazem consumir as mais variadas formas de coisas. Tudo o que já foi citado e um pouco mais.
Quem é que nunca devorou uma barra de chocolate só porque não tinha nada para fazer? Ou não aceitou o convite para um filme medíocre porque estava entediado? Ou ainda: “vou ali comprar uma bala enquanto espero”. É claro que você não vai morrer se não comer o chocolate, ver aquele filme e muito menos se deixar a bala de lado. Mas o “não ter nada para fazer” é que nos consome.
Funciona mais ou menos assim: trabalhamos a semana inteira, de segunda à sexta, sempre atrasados e atolados de afazeres, torcendo para chegar o fim de semana... E quando ele chega, ao invés de ficamos lá, quietinho, curtindo o ócio, resolvemos nos ocupar. O consumo nos mantém ocupados. E é aí que surge a idéia de uma viagem repentina para consumir cansaço e gasolina; uma night para consumir bebida e glicose; ou até aquele jogo de futebol, para consumir seus gritos e depois até calá-los.
Vamos consumir de tudo, para que o tédio não nos consuma. É isso.

domingo, 30 de setembro de 2007

Internet: percussora do imediatismo.

Na década de 60 McLuhan bem que previu: o consumo será todo feito através do telefone. Ninguém vai precisar sair de casa para ter o que precisa em pouco tempo. Por exemplo, se você precisar de um livro para fazer um trabalho, é só falar o assunto que o “telefone” pesquisa para você. Mas o estudioso dos meios de comunicação estava errado. O que se veria era algo além do que ele mesmo poderia esperar. Nada de errado, no entanto. Truling também achava que no futuro apenas quatro computadores controlariam o mundo, e hoje cada um tem o seu, em sua casa. Pois foram os próprios computadores que contornaram a teoria de McLuhan. O que acreditava ser feito por telefone, seria feito por Internet e com extras. Imagens de diversos ângulos, características, as melhores formas de pagamento, entrega rapidíssima, preços até razoáveis e promoções avassaladoras. O que McLuhan acreditava ser a própria praticidade se tornou mais que isso.

O consumismo, de certa forma, também se deve a toda essa praticidade. Hoje em dia, a sociedade procura o imediatismo - Quer levar na hora e pagar só em dezembro. Bendita internet percussora do imediatismo e que mima os clientes e os torna “mais clientes” que nunca. E essa é a intenção, pois hoje ninguém gosta de esperar. Se McLuhan estivesse vivo, teria como desafio criar uma maneira de reduzir as filas. Ou melhor – acabar com elas – de imediato.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Futuro: consumo de idéias e imagens.


Acabei de ler um artigo sobre Criança & Consumo, baseado em um fórum sobre o mesmo assunto. Na minha opinião, expondo pontos de vista até muito radicais. Uma das situações citadas era a venda de cards do desenho animado Yu-Gi-Oh!, que, segundo informações anônimas, portaria imagens satânicas. Além disso, critica os brindes distribuídos em redes de Fast Food, promovendo a venda de lanches nem um pouco saudáveis.
O autor, Flávio Paiva, julga as crianças como seres de fácil manipulação, e as quais estarão com os ouvidos e olhos disponíveis para absorver qualquer tipo de informação. Critica a superexposição infantil à propaganda, assim como o vazio existencial que esse fato pode trazer como conseqüência.
Países como a Itália, Dinamarca, Noruega e Suécia não veiculam comerciais de qualquer produto ou serviço em horários destinados ao público infantil. Flávio afirma que há veiculação de cenas de sexo e violência em salas de cinema cujo filme é para crianças, havendo inversão com os valores adultos.
Considera-se o merchandising o ato mais grave dirigido ao público infantil e acredita que a “função” da criança em melhorar o futuro está sendo desviada.
Agora falemos, de certa forma estas crianças não estão sendo vistas como os próprios bens de consumo? Vende-se uma imagem de que a criança é o futuro do país e que tem de ser protegida em todos os momentos e quem compra essa imagem somos nós. A criança já tem uma responsabilidade de mudar o mundo sem mesmo conhecê-lo.
O mundo infantil é visto como algo encantador e imaturo – E, na minha opinião, realmente é. Porém, não se pode culpar a mídia como fator de inversão de expectativas. Seria como culpar os pobres pela violência. E se o futuro não for bom? Será culpa delas?
Hoje, o consumo de idéias e imagens de uma sociedade está caindo no paradoxo.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O consumo na infância

Criança até quando não chora consegue. Não é à toa que hoje elas são praticamente consumidores diretos. Não são os definitivos, os que efetuam pagamento, mas até os menos mimados, quando querem, conseguem o produto mais atraente.
Aconteceu hoje quando eu estava esperando o ônibus em frente a uma sapataria. Um menino de mais ou menos quatro anos de mãos dadas com a mãe parou na frente da vitrine e pediu: “Mãe, compra esse tênis que vem com o carro?”
O brinde era o carrinho de brinquedo que custava, no máximo, R$3 na Uruguaiana. Só que o tal carrinho fazia tanto sucesso que parecia ter passado o cargo de brinde para o próprio par de tênis.
As crianças são as mais influenciadas pela mídia. A falta de experiência e vivência as condiciona à crença de que tudo que é visto e dito é real. Não há senso crítico, mas há exigências. Por exemplo, quando a os pais vão ao supermercado e compram biscoito para o filho, ele pode muito bem fazer sua escolha: o com a cara sorridente ou o com desenho de bichinhos.
A mídia é cruel. E quando se trata de crianças, não há a menor infantilidade para convencê-los e influenciá-los na compra. Ainda bem que elas não têm seu próprio dinheiro. Porém, um dia crianças crescem.

domingo, 23 de setembro de 2007

Afinal, o quê é?

A sociedade de consumo é a que pratica o consumismo, óbvio. Mas se fosse apenas isso, ela seria uma sociedade consumidora, e não consumista. Consumidor todo mundo é, todos somos seres humanos, logo, todos vivemos em sociedade e logo, somos consumidores. Consumismo não apenas o material, o não tão necessário, quanto o supérfluo (que se faz necessário). Consome-se comida, informação, arte, cultura, roupas, mídia, esporte, saúde, música, drogas e outros. A questão que pode-se discutir é não só a quantidade de consumo, mas também a qualidade.
Nem tudo que se consome faz bem de alguma forma, psicológica ou fisicamente falando. O prazer de consumir na maioria das vezes é momentâneo e nem sempre necessário. O consumo vicia. Por isso, as pessoas deixam de ser “os consumidores” e passam a ser “os consumistas”. Na sociedade contemporânea, o consumo exagerado é algo comum, até o que não é tão importante acaba ficando importante, ou até fundamental. O consumo de transporte, por exemplo. É possível ser viciado em consumir transporte? Não. O que há é a necessidade. As pessoas, a pesar da praticidade em se resolver tudo na própria casa, elas precisam trabalhar, estudar e se divertir. Não há como deixar esse tipo de consumo que abriga consumidores e não consumistas.
O consumo exagerado é basicamente, desenvolvido na compra de supérfluo. O mais visto é o consumo exagerado de roupas, que deixam de ser objeto de vestuário e passam a ser categorias de escolhas, de aceitação na sociedade, motivo de julgamento e satisfação pessoa.
O ato do consumo veio a se consolidar no século XVIII. Um processo, que além de cultural é histórico, e veio junto com as características do capitalismo, globalização, desenvolvimento tecnológico e da política neoliberal. Irônico não é a interligação entre esses fatores, e sim, o ato de não assumi-los.

sábado, 22 de setembro de 2007

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Celular: novos hábitos.

A mudança cultural, não só no Brasil, é um processo de adaptação a tudo que não é comum àquela determinada sociedade, e muitas vezes isso se dá pela invenção e desenvolvimento do próprio homem. Por exemplo, há pouco mais de dez anos, o Brasil se mostrava quase que inteiramente resistente à tecnologia do telefone móvel. Os aparelho, além de caros, apresentavam serviços que não faziam parte da cultura nacional. Apesar da teoria ser muito atraente, a prática ainda gerava certa desconfiança.
Com o passar do tempo, a tecnologia foi sendo “banalizada”, como tudo que se torna comum e insistente demais. Fator este, que ocorreu também pelo grande avanço da informática em pouco tempo. Assim, os telefones celulares se multiplicaram, e igualmente, as operadoras.
Seguindo a lei da oferta e da procura, o produto ganhou mais variações de modelos e serviços. As vantagens oferecidas cresceram imensamente e, hoje, até uma pessoa com renda zero, pode adquirir um aparelho. Aumentou a procura e o preço caiu para o valor de um doce. Inclusive, o preço é tão baixo que nem ladrões se mostram mais tão interessados em roubá-los. Seria como roubar doce de criança.
Em relação ao furto ou roubo dos celulares, uma grande verdade é que os próprios atuantes das ilegalidades estão abdicando do “direito” de levar o aparelho, independente de marca ou modelo. Conheço gente que já teve o aparelho devolvido pelo assaltante porque o objeto não comportava características lá muito modernas – Ou seja, design feio, modelo grande, display sem cores, sem câmera e o único jogo era o da cobrinha. Até a cultura da ilegalidade é influenciada. E também, por que não seria?
Antigamente todo mundo se virava muito bem sem celulares. Hoje, nos perguntamos como vivíamos sem ele. Os orelhões só têm servido para propagar logomarca de operadora. Já os celulares, propagam não ao logo, mas a marca; informações sobre horóscopo, resultados de jogos de futebol e promoções ignoradas antes mesmo de serem lidas.
O fato de que a tecnologia, como o exemplo aqui citado, influi na cultura da sociedade aqui citada, é praticamente inegável. Isso gera novos costumes, práticas, desejos, preferências, novos hábitos de consumo e dependência – Mas isto, só até um novo produto revolucionar o mercado.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

É tudo igual

O consumo é todo igual. As pessoas compram as mesmas bolsas, vão para os mesmos lugares, assistem aos mesmos filmes, gostam das mesmas comidas, usam o mesmo calçado e mesmo assim, não se consideram os mesmos.
Mundo globalizado é sinônimo de mundo homogêneo. Analise de uma forma mais generalizada. Quem se diferencia, acaba sofrendo preconceito ou é visto com outros olhos. Por que ter cabelo loiro, e não azul? Por que comprar o tênis x, e não o y? Por que aprender inglês, e não esperanto? Por que fazer medicina, e não artes cênicas? Por que gostar de mulher e não de homem? A resposta também é homogênea: ninguém gosta de ser diferente, todos querem ser aceitos. Na sociedade de consumo o livre arbítrio vem entre aspas e a opção entre parênteses. Não há escolha própria, exatamente – O que há é influência de uma sociedade mais forte economicamente. Viva o paradigma!
Consumo é tudo igual, só muda o endereço.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Pirataria


“Os brasileiros querem consumir cinema” disse um apresentador da Rede Globo a um programa da mesma emissora. Foi ontem, no lançamento do filme Tropa de Elite. Está na moda falar no filme (não no livro, Elite da Tropa), então, para dar audiência, é bom falar por aqui também.

Tropa de Elite, previsto para estrear em 2007, contará a história de dois amigos de infância, Veja e Batista. Um que pertence à classe média e outro da classe baixa, filho de doméstica. Ambos realizam o sonho de infância de se tornarem policiais militares, dividindo o tempo entre as operações nos morros cariocas e as aulas numa faculdade particular. Decepcionados com a instituição, entram para o BOPE. Um deles morre em uma operação contra traficantes e o sobrevivente conta a história.Fato inédito no cinema brasileiro, o filme "Tropa de Elite", de José Padilha ("Ônibus 174"), receberá um investimento de Hollywood de US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões) mesmo ainda estando no roteiro. A produtora Weinstein Co. é a responsável pelo investimento.Padilha (que também divide produção e roteiro) contará no filme a história de um policial militar carioca diante dos confrontos com traficantes e a corrupção. O roteiro foi concluído antes do livro "Elite da Tropa", recém-lançado.

E depois de falar o que quase todo mundo já sabe, fala-se o que todos realmente já sabe. Antes de estrear no cinema, o filme estreou em todas as barraquinhas da Uruguaiana, em todos os ganchos piratas e em todas as lonas estendidas no meio da calçada. Preço? Pelo menos umas cinco vezes menos do que as Lojas de conveniência oferecem, e oito vezes menos do que livrarias mais conceituadas.
Essa semana, pirataria foi até assunto para discussão em sala de aula por intermédio de palavras mal expressadas. Um aluno disse:
-Por que eu vou pagar para ir ao cinema se posso comprar o DVD por metade do preço do ingresso ou, até mesmo, assistir no telão da praia? Alguém aqui, depois de assistir o DVD pirata, vai pagar para ver o filme no cinema?
Umas quinze pessoas levantaram a mão em uma roda de quarenta alunos, mais ou menos.
Eu confesso, cinema não me atrai muito, mas mesmo assim, acho que a tela grande ainda encanta mais. E aí, é só questão de encantamento e entretenimento, porque pensar no bolso dos atores, diretores, produtores e outros “ores”, ninguém pensa. Aliás, é tanto imposto que se paga que ninguém pensa em um bolso a não ser o próprio. Brasileiro se acostumou a ser egoísta.
Para consumir o produto original ou pirata depende do grau de satisfação que a pessoa tem. Por exemplo, há cerca de dois anos eu comprava CD original sempre, incondicionalmente. Adoro música, comprava sempre que podia e consumia sempre que queria. Tinha um cara na Uruguaiana que vendia CD original pela terça parte do preço. Não tem jeito, não vou pagar imposto para a Saraiva, e Oasis e Incubus, já têm dinheiro suficiente. Não adianta, por mais que goste das bandas não vou pensar no quanto eles ou suas gravadoras estão deixando de lucrar.
Bom, então veio a maravilha do Mp3. Resisti à tecnologia, só baixava músicas que gostaria de conhecer, e aí, se muito me agradasse, comprava o CD. Eu queria consumir música, mas me recusava a pagar R$40 no original ou R$5 no pirata. Hoje em dia, todos os meus CDs são "pirateados" por mim mesma: sem aquelas capas mal copiadas e com o custo de mais ou menos R$0,50.
Confesso que ainda sinto falta daqueles encartes – Mas o cara da Uruguaiana sumiu, acho que não resistiu ao Mp3.
Quanto ao filme... Pelo menos ficou famoso antes mesmo de estrear.

domingo, 16 de setembro de 2007

Única Alternativa

O Doutor me disse:
-Consumo é a única alternativa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Vendem-se Sentimentos

Estou lendo um dos livros da Martha Medeiros, chama-se Coisas da Vida. Na página 160 começa a crônica Orgasmotron. Orgasmotron é um dispositivo que foi lançado nos Estados Unidas há poucos anos (o livro é de 2003). O objetivo é fazer as mulheres sentirem orgasmos espontâneos durante um dia.
Mas então quer dizer que estão comprando orgasmo? É mais ou menos isso. Para as mulheres mais atarefadas ou mais frígidas o tal dispositivo pode ser uma solução. Para as mais realistas, uma verdadeira loucura - no bom sentido, claro.
Na verdade, o dispositivo foi criado para uma sociedade moderna até demais, e incrivelmente imediatista e instantânea. “Poupando” até as pré-eliminares. Economia de tempo? Será que já estamos nesse nível? Agora imagine como seria você no ônibus, por exemplo, e uma mulher ao seu lado tendo orgasmos. Logo em um ônibus, logo ao seu lado, logo quando você só queria voltar logo para casa.
Pensando no lado mais materialista e menos emocional, isso é venda de sentimento! Vamos encarar os fatos. Não é amor, amizade, mas de certa forma é um sentimento de satisfação, o tal do princípio de prazer. Se existe um saldo negativo na vida sexual da pessoa agora pode ser resolvido. Uma espécie de soma do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Porém, ao invés de programada, a ação pode ocorrer justamente quando menos se espera – e logo um orgasmo.
Estão vendendo o orgasmo como droga, como a Droga do Amor de Pedro Bandeira. Não que o amor seja uma droga. Droga é quando o que era um prazer a priori passa a ser motivo de liquidação.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O meu maior consumo

Incrível a necessidade de comprar das pessoas. Pode até não consumir efetivamente o produto, mas o bom mesmo é comprar. Parece que é liberada endorfina na hora de passar um cartão, tirar o dinheiro da carteira ou assinar um cheque, independente do saldo na conta corrente.
Já ouvi várias declarações daqueles consumidores impulsivos, mas não compulsivos. Os que julgam um livro pela capa, que compram uma roupa de tamanho menor tendo a certeza que daqui a um mês estarão três quilos mais magros, ou aquele CD que se pega facilmente na Internet, mas que vem em uma embalagem diferente.
Eu mesma assumo, não resisto a um bom livro. Na verdade, pode até não ser bom, mas o que vale é ler antes de dar o diagnóstico. Sebo então, é minha perdição. Aliás, perto da minha casa tem uma livraria incrível, mas não entro lá com menos de quinze reais. É mais ou menos assim: não conheço o autor, mas já me indicaram... Dou uma olhada rápida, leio um parágrafo do prefácio e se me agradar eu me seguro para não levar. E quanto a isso, não sou daquelas que compra e não consome, prefiro digeri-los.
Não adianta devorar os livros, é preciso digeri-los.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Hábitos de compra do consumidor brasileiro

80% Mulheres
70% de 30 a 49 anos
37% Classe B
42% Trabalham fora e 20% donas-de-casa
40% faz compras mensais e 40% semanais
Classes C,D e E fazem mais compras semanais
56% preferem a parte da tarde e maior freqüência nos fins de semana
60% acompanhados (filhos / conjugue)
44% percorrem todos os corredores e 30% a maior parte
47% fazem lista de compras
90% consultam /lêem encartes de ofertas e promoções
41% dos que lêem dizem que compram produtos dos encartes
52% dizem que escolhem na loja
85% Fiéis às lojas (proximidade de casa)
Fonte: Apostila do curso de Planos de Marketing e Comunicação da Facha.

domingo, 9 de setembro de 2007

O consumo musicado

Assim como a política e outros problemas sociais do Brasil, o consumo, a busca pela preferência e opinião do público virou tem para música. A letra abaixo é da banda O Teatro Mágico. Os integrantes recusam qualquer oferta de gravadora, e reforça seu caráter independente para não se submeter aos recursos de manipulação do mercado fonográfico. Defendem a idéia de que arte não se vende, se o fizesse não seria arte.

A letra se refere às celebridades que vendem a imagem e abrem mão de sua própria opinião para defender um produto que não cabe em seu próprio conceito - Ou seja, a transferência da imagem do artista para um produto, na tentativa de levar o público ao seu consumo.

Comercial
O Teatro Mágico

Pode vir de dois de três de quatro!
eu não to aqui pagando o pato!
sem salto... sensato,
num ato falho, cê resolveu sair do armário e trocar o
figurino o cara que era do contrário agora é só no
sapatinho!
e me aparece na televisão!
segurando uma latinha na mão
me dizendo que o milagre da transformação
é primavera virar verão!
nã nã não! pra mim não
nã nã não! pra mim não
ou é o trono!
ou é o inferno!
ou é o trono!
ou é o inferno!
então:
Qual é? a atitude que cê toma?
Qual é? porque a cerveja eu já sei!
o meu skate não cabe num anúncio de refrigerante
a paz que eu busco não cabe num refrigerante
a minha alma não cabe num anúncio de refrigerante
o meu anúncio não cabe na embalagem de refrigerante
porque!!
todo mundo amarela uma hora
todo mundo uma hora amarela
todo mundo amarela uma hora
todo mundo uma hora amarela



Letra de Fernando Anitelli

Site da banda

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Tudo que o dinheiro pode comprar

Um século vinte um que às vezes parece ter iniciado por uma globalização intensa. Na verdade, o que se vê de forma muito mais significante hoje, já significava há tempos.
A quebra da homogeneidade de uma cultura nacional quase intocável, para os menos atentos. A subordinação e a paixão à primeira vista pelo tecnológico, pelo prático, diferente e pelo supérfluo que se fez necessário. O consumo dos extremos, o consumo de informação, da cultura, do simples e do complexo.
A sociedade do consumo tem a cara de uma época, que de natural não tem nada. Tudo tem seu preço, tem valores – E que, por sinal, são muito bem facilitados antes de levarem a dificuldade à tona.
No Brasil se compra tudo, se consome de tudo. O consumo de sexo, a compra do mês, o dinheiro da passagem, a compra de votos, suborno, uma aposta, comprar água, energia, um corpo igual ao da Daniella Cicarelli, os direitos autorais, comprar informação, manipulação. Comprar até dinheiro - E o que o dinheiro puder comprar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O consumo como deonça

Quando se fala em doenças na sociedade contemporânea, também tem lugar para a “doença do consumo”. Fato esse, causado pelo consumo descontrolado de homens e mulheres. Uma motivação que nem sempre vem através de promoções e que ultrapassa qualquer limite de necessidade da compra.
Como já foi visto, a compra é para a sociedade, uma justificativa de libertação e força. O que deveria ser um ato exclusivamente de lazer e prazer, passa a ser um sentimento compulsivo, que comparado às drogas e bebidas, se priva da abstinência, tendo o próprio vício ainda mais alimentado.
O crescimento dos shoppings centers no Brasil, por exemplo, é algo nitidamente absorvido da cultura norte-americana. E que, trouxe uma possibilidade de “novo mundo” ao país. Um ambiente moderno, limpo e seguro onde se pode ter tudo o que deseja: dessa forma ele é visto pelos inconscientes dos atos de compra e consumo compulsivo.
A doença em questão tem um nome tão complicado quanto seu tratamento: oneomania. De 2% a 8% das pessoas sofrem por estes gastos compulsivos e a cada cinco, quatro são mulheres. A pesar de, nos dias de hoje, o nível de consumo entre os dois sexos estar bem equilibrado, as mulheres ainda são as maiores atingidas pela oneomania. A explicação seria a influência da mídia no mercado feminino e o estabelecimento de um padrão de beleza que só se faz alcançável mediante a um grande esforço e uma poderosa conta bancária – Mas isso pode ser analisado depois.
Segundo as fontes visitadas, o ato de comprar dá prazer e, por isso, pode viciar. Isso se iguala às doenças mais pesadas e cujo tratamento é feito, inclusive, por clínicas e profissionais especializados no assunto. Com a oneomania, a pessoa sente vontade de comprar, e não necessariamente de possuir aquele produto ou serviço. Muitas vezes, a “ressaca” ou o arrependimento de compra vem logo após a saída da loja. Porém, a chance de deixar um estabelecimento sem comprar uma única coisa, é improvável.
O tratamento existe. Psicólogos, psiquiatras, medicamentos e esforço próprio são a solução. No entanto, quando se diz que o tratamento é complicado, é justamente porque existem forças muito poderosas em torno, influenciando exatamente o lado oposto. A mídia, o mercado, a economia, o capitalismo, a globalização, o neoliberalismo, entre outros, que, inclusive, estão interligados, abrangem uma parte da sociedade que é maior e tem que se mostrar, até individualmente, superior para se contornar essa situação patológica, e superiormente, psicológica.

sábado, 1 de setembro de 2007

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A Publicidade sem Moderação

Além da globalização e da política neoliberal, existe um fator, até um pouco subjetivo, que influencia o consumo: a publicidade. Uma profissão extremamente capitalista que existe justamente por causa do consumidor, e com um pouco de “sorte”, pelo consumista.
Na publicidade, o que é feio parece bonito, o que é ruim parece ótimo. Basta analisar o nível de publicidade e propaganda em que uma empresa investe para interpretar sua visão frente ao consumidor. O conhecimento se transforma em reconhecimento e a compra se relaciona com a massificação do produto em forma circular e frenética.
O crescimento das agências de comunicação é nítido. Isso, porque nos dias de hoje tudo é muito parecido; os produtos se assemelham até no que parece ser estratégico e a diferença muitas vezes é buscada na própria publicidade.
O que a publicidade nos influencia a fazer, é melhor fazer com moderação.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Aldeia Global

As aulas estão rendendo para esse trabalho. Hoje, o Ivan falou uma pouco sobre Aldeia Global e Globalização. Tema esse, que é fundamental ser citado quando se estuda a Cultura de Consumo.
A frase clássica de McLuhan: “O meio é a mensagem”. Foi enfatizado que, na realidade, o meio seria mais importante do que a própria mensagem, ou a problemática. Em dias de século XXI, é possível dizer que o meio é muito mais tangível que a mensagem. É como se esta segunda não tivesse realmente tanta importância, pois o foco seria exportar de forma que todo o mundo se tornasse um único meio – seguindo um pensamento de megalomania.
A globalização torna o mundo próximo de uma única aldeia, onde todos conhecem tudo sobre todos e propõe a integração do mundo, principalmente pelos meios de comunicação. Assim, se perde a identidade nacional e a sociedade fica cada vez mais subordinada a quem detêm o poder econômico.
A perda de uma personalidade artística regional, desmente a afirmativa de que a arte é universal. Os estilos musicais, por exemplo, estão cada vez mais segmentados. Porém, não existe uma troca, um intercâmbio entre as culturas – e sim, de um determinado país cuja ação é de monopólio devido ao forte sistema econômico.
Na Teoria da Globalização, presente de forma mais intensa desde a década de noventa, defende a idéia de que o “mercado vira gente”. Tudo é baseado na economia de cada país que influencia a cultura dos mais “fracos”.Sendo assim, os brasileiros são, indiretamente forçados a consumir uma cultura que não é própria.
O consumo de tecnologia e formas artísticas internacionais são grande parte dos gastos no Brasil, incluindo roupas e alimentação. Tudo que vem de fora acaba sendo mais caro, e conseqüentemente, pesa mais no bolso público. As pessoas não consomem porque são obrigadas, mas por uma questão psicológica e emocional elas se vêem na necessidade de consumir aqui, o que também é consumido lá fora.
No Brasil, se chegou a um ponto no qual a influência cultural norte-americana, principalmente nos centros urbanos, se tornou algo quase homogêneo.O que antes era uma teoria do consumo vista de longe, e que não se via um crescimento tão ritmado e acelerado, se tornou algo quase incontrolável. Não há possibilidade de um país subdesenvolvido, e com todos os problemas econômicos do nosso, desenvolver uma cultura capaz de competir com outros países desenvolvidos, por mais rica que ela seja. A economia vence a cultura regional - O consumo dos mais fracos é para se tornar igual aos mais fortes.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Questionando a Teoria - Razão Psicanalítica

Hoje na aula de Teoria da Comunicação II, o Aristides abordou um tema muito interessante sobre a mente humana. Ela seria dividida em três razões. A primeira é a razão clássica, a segunda é a dialética, e a terceira a razão psicanalítica. Esta última foi teorizada por Freud e defende a seguinte idéia: “faço coisas que não sei por que faço” – Ou seja, por que se compra coisas que não são úteis? Por que o supérfluo se faz necessário? A resposta dada na aula é que isso gera uma satisfação, o princípio de realidade - Agir por impulsão e ser movido por desejos instantâneos, um ato pulsional e que busca a paz absoluta.

Logo, consegui fazer uma associação com um trecho da apostila do curso de Plano de Marketing. Na aula cinco, a professora irá aprofundar o por que das pessoas terem tanta vontade de comprar. Seria necessidade ou desejo? Na verdade, é uma questão de se sentir mais forte, de ter poder. O ser humano não se sente forte sendo diferente. Ele precisa ter as mesmas coisas que o outro, ou até, coisas melhores. É uma questão cultural. Mas isso pode ser explicado melhor na próxima semana, quando o tópico for dado na aula.

Voltando à Teoria da Comunicação, a citação final foi “Desejar ou fabricar o que não está disponível”. Essa citação é claramente ligada à técnica e tecnologia. Questionei-me então, se existiria uma diferença de consumo entre um país de primeiro mundo e um de segundo ou terceiro, embora essas nomeações já estejam decaídas. A resposta é: há diferença, porque, simplesmente, existe uma diferença cultural. Um país que dispõe de tecnologia de ponta, obviamente também a disponibiliza - Tanto para uso nacional, quanto para exportação.

Uma sociedade, nos dias de hoje, mesmo com a globalização, é movida inteiramente por um sistema econômico. Um país cujo sistema é socialista não dispõe de tantos produtos porque não há concorrência, não há publicidade. Logo, culturalmente, essa sociedade não cria uma cultura de consumo tão acentuada quanto os capitalistas. Como esse primeiro sistema está quase abolido mundialmente (embora a China venha desempenhando crescimento intensivo), não é inteiramente equivocado dizer que o mundo de hoje é extremamente consumista. Até porque, é quase impossível escapar da globalização. Inclusive, os países que tentam “fugir” desse sistema, acabam direta ou indiretamente participando deste fato. Hoje em dia, acreditar que o capitalismo e a sociedade de consumo possam desaparecer é algo sem fundamento e utópico.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Desculpe interromper o silêncio da sua viagem...

“Senhoras e senhores,

Desculpe interromper o silêncio da sua viagem. Eu poderia estar matando, poderia estar roubando, mas venho trazendo aqui deliciosas barras de cereais. Nas Lojas Americanas e em outras lojas do ramo, você encontra essas deliciosas barrinhas por R$1,50 a R$2. Aqui na minha mão os senhores pagam apenas R$1. É isso mesmo, só R$1. Venho trazendo os incríveis sabores de banana, castanha e chocolate, senhores. É para garantir o seu lanche saudável e a alegria de criançada. A quem não puder ajudar, o meu muito obrigado e que Deus os abençoe. Uma boa viagem”.