terça-feira, 25 de setembro de 2007

O consumo na infância

Criança até quando não chora consegue. Não é à toa que hoje elas são praticamente consumidores diretos. Não são os definitivos, os que efetuam pagamento, mas até os menos mimados, quando querem, conseguem o produto mais atraente.
Aconteceu hoje quando eu estava esperando o ônibus em frente a uma sapataria. Um menino de mais ou menos quatro anos de mãos dadas com a mãe parou na frente da vitrine e pediu: “Mãe, compra esse tênis que vem com o carro?”
O brinde era o carrinho de brinquedo que custava, no máximo, R$3 na Uruguaiana. Só que o tal carrinho fazia tanto sucesso que parecia ter passado o cargo de brinde para o próprio par de tênis.
As crianças são as mais influenciadas pela mídia. A falta de experiência e vivência as condiciona à crença de que tudo que é visto e dito é real. Não há senso crítico, mas há exigências. Por exemplo, quando a os pais vão ao supermercado e compram biscoito para o filho, ele pode muito bem fazer sua escolha: o com a cara sorridente ou o com desenho de bichinhos.
A mídia é cruel. E quando se trata de crianças, não há a menor infantilidade para convencê-los e influenciá-los na compra. Ainda bem que elas não têm seu próprio dinheiro. Porém, um dia crianças crescem.

Nenhum comentário: