domingo, 9 de setembro de 2007

O consumo musicado

Assim como a política e outros problemas sociais do Brasil, o consumo, a busca pela preferência e opinião do público virou tem para música. A letra abaixo é da banda O Teatro Mágico. Os integrantes recusam qualquer oferta de gravadora, e reforça seu caráter independente para não se submeter aos recursos de manipulação do mercado fonográfico. Defendem a idéia de que arte não se vende, se o fizesse não seria arte.

A letra se refere às celebridades que vendem a imagem e abrem mão de sua própria opinião para defender um produto que não cabe em seu próprio conceito - Ou seja, a transferência da imagem do artista para um produto, na tentativa de levar o público ao seu consumo.

Comercial
O Teatro Mágico

Pode vir de dois de três de quatro!
eu não to aqui pagando o pato!
sem salto... sensato,
num ato falho, cê resolveu sair do armário e trocar o
figurino o cara que era do contrário agora é só no
sapatinho!
e me aparece na televisão!
segurando uma latinha na mão
me dizendo que o milagre da transformação
é primavera virar verão!
nã nã não! pra mim não
nã nã não! pra mim não
ou é o trono!
ou é o inferno!
ou é o trono!
ou é o inferno!
então:
Qual é? a atitude que cê toma?
Qual é? porque a cerveja eu já sei!
o meu skate não cabe num anúncio de refrigerante
a paz que eu busco não cabe num refrigerante
a minha alma não cabe num anúncio de refrigerante
o meu anúncio não cabe na embalagem de refrigerante
porque!!
todo mundo amarela uma hora
todo mundo uma hora amarela
todo mundo amarela uma hora
todo mundo uma hora amarela



Letra de Fernando Anitelli

Site da banda

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