Na década de 60 McLuhan bem que previu: o consumo será todo feito através do telefone. Ninguém vai precisar sair de casa para ter o que precisa em pouco tempo. Por exemplo, se você precisar de um livro para fazer um trabalho, é só falar o assunto que o “telefone” pesquisa para você. Mas o estudioso dos meios de comunicação estava errado. O que se veria era algo além do que ele mesmo poderia esperar. Nada de errado, no entanto. Truling também achava que no futuro apenas quatro computadores controlariam o mundo, e hoje cada um tem o seu, em sua casa. Pois foram os próprios computadores que contornaram a teoria de McLuhan. O que acreditava ser feito por telefone, seria feito por Internet e com extras. Imagens de diversos ângulos, características, as melhores formas de pagamento, entrega rapidíssima, preços até razoáveis e promoções avassaladoras. O que McLuhan acreditava ser a própria praticidade se tornou mais que isso.
O consumismo, de certa forma, também se deve a toda essa praticidade. Hoje em dia, a sociedade procura o imediatismo - Quer levar na hora e pagar só em dezembro. Bendita internet percussora do imediatismo e que mima os clientes e os torna “mais clientes” que nunca. E essa é a intenção, pois hoje ninguém gosta de esperar. Se McLuhan estivesse vivo, teria como desafio criar uma maneira de reduzir as filas. Ou melhor – acabar com elas – de imediato.
O consumismo, de certa forma, também se deve a toda essa praticidade. Hoje em dia, a sociedade procura o imediatismo - Quer levar na hora e pagar só em dezembro. Bendita internet percussora do imediatismo e que mima os clientes e os torna “mais clientes” que nunca. E essa é a intenção, pois hoje ninguém gosta de esperar. Se McLuhan estivesse vivo, teria como desafio criar uma maneira de reduzir as filas. Ou melhor – acabar com elas – de imediato.


