
“Os brasileiros querem consumir cinema” disse um apresentador da Rede Globo a um programa da mesma emissora. Foi ontem, no lançamento do filme Tropa de Elite. Está na moda falar no filme (não no livro, Elite da Tropa), então, para dar audiência, é bom falar por aqui também.
Tropa de Elite, previsto para estrear em 2007, contará a história de dois amigos de infância, Veja e Batista. Um que pertence à classe média e outro da classe baixa, filho de doméstica. Ambos realizam o sonho de infância de se tornarem policiais militares, dividindo o tempo entre as operações nos morros cariocas e as aulas numa faculdade particular. Decepcionados com a instituição, entram para o BOPE. Um deles morre em uma operação contra traficantes e o sobrevivente conta a história.Fato inédito no cinema brasileiro, o filme "Tropa de Elite", de José Padilha ("Ônibus 174"), receberá um investimento de Hollywood de US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões) mesmo ainda estando no roteiro. A produtora Weinstein Co. é a responsável pelo investimento.Padilha (que também divide produção e roteiro) contará no filme a história de um policial militar carioca diante dos confrontos com traficantes e a corrupção. O roteiro foi concluído antes do livro "Elite da Tropa", recém-lançado.
E depois de falar o que quase todo mundo já sabe, fala-se o que todos realmente já sabe. Antes de estrear no cinema, o filme estreou em todas as barraquinhas da Uruguaiana, em todos os ganchos piratas e em todas as lonas estendidas no meio da calçada. Preço? Pelo menos umas cinco vezes menos do que as Lojas de conveniência oferecem, e oito vezes menos do que livrarias mais conceituadas.
Essa semana, pirataria foi até assunto para discussão em sala de aula por intermédio de palavras mal expressadas. Um aluno disse:
-Por que eu vou pagar para ir ao cinema se posso comprar o DVD por metade do preço do ingresso ou, até mesmo, assistir no telão da praia? Alguém aqui, depois de assistir o DVD pirata, vai pagar para ver o filme no cinema?
Umas quinze pessoas levantaram a mão em uma roda de quarenta alunos, mais ou menos.
Eu confesso, cinema não me atrai muito, mas mesmo assim, acho que a tela grande ainda encanta mais. E aí, é só questão de encantamento e entretenimento, porque pensar no bolso dos atores, diretores, produtores e outros “ores”, ninguém pensa. Aliás, é tanto imposto que se paga que ninguém pensa em um bolso a não ser o próprio. Brasileiro se acostumou a ser egoísta.
Para consumir o produto original ou pirata depende do grau de satisfação que a pessoa tem. Por exemplo, há cerca de dois anos eu comprava CD original sempre, incondicionalmente. Adoro música, comprava sempre que podia e consumia sempre que queria. Tinha um cara na Uruguaiana que vendia CD original pela terça parte do preço. Não tem jeito, não vou pagar imposto para a Saraiva, e Oasis e Incubus, já têm dinheiro suficiente. Não adianta, por mais que goste das bandas não vou pensar no quanto eles ou suas gravadoras estão deixando de lucrar.
Bom, então veio a maravilha do Mp3. Resisti à tecnologia, só baixava músicas que gostaria de conhecer, e aí, se muito me agradasse, comprava o CD. Eu queria consumir música, mas me recusava a pagar R$40 no original ou R$5 no pirata. Hoje em dia, todos os meus CDs são "pirateados" por mim mesma: sem aquelas capas mal copiadas e com o custo de mais ou menos R$0,50.
Confesso que ainda sinto falta daqueles encartes – Mas o cara da Uruguaiana sumiu, acho que não resistiu ao Mp3.
Quanto ao filme... Pelo menos ficou famoso antes mesmo de estrear.
Tropa de Elite, previsto para estrear em 2007, contará a história de dois amigos de infância, Veja e Batista. Um que pertence à classe média e outro da classe baixa, filho de doméstica. Ambos realizam o sonho de infância de se tornarem policiais militares, dividindo o tempo entre as operações nos morros cariocas e as aulas numa faculdade particular. Decepcionados com a instituição, entram para o BOPE. Um deles morre em uma operação contra traficantes e o sobrevivente conta a história.Fato inédito no cinema brasileiro, o filme "Tropa de Elite", de José Padilha ("Ônibus 174"), receberá um investimento de Hollywood de US$ 1,7 milhão (cerca de R$ 3,9 milhões) mesmo ainda estando no roteiro. A produtora Weinstein Co. é a responsável pelo investimento.Padilha (que também divide produção e roteiro) contará no filme a história de um policial militar carioca diante dos confrontos com traficantes e a corrupção. O roteiro foi concluído antes do livro "Elite da Tropa", recém-lançado.
E depois de falar o que quase todo mundo já sabe, fala-se o que todos realmente já sabe. Antes de estrear no cinema, o filme estreou em todas as barraquinhas da Uruguaiana, em todos os ganchos piratas e em todas as lonas estendidas no meio da calçada. Preço? Pelo menos umas cinco vezes menos do que as Lojas de conveniência oferecem, e oito vezes menos do que livrarias mais conceituadas.
Essa semana, pirataria foi até assunto para discussão em sala de aula por intermédio de palavras mal expressadas. Um aluno disse:
-Por que eu vou pagar para ir ao cinema se posso comprar o DVD por metade do preço do ingresso ou, até mesmo, assistir no telão da praia? Alguém aqui, depois de assistir o DVD pirata, vai pagar para ver o filme no cinema?
Umas quinze pessoas levantaram a mão em uma roda de quarenta alunos, mais ou menos.
Eu confesso, cinema não me atrai muito, mas mesmo assim, acho que a tela grande ainda encanta mais. E aí, é só questão de encantamento e entretenimento, porque pensar no bolso dos atores, diretores, produtores e outros “ores”, ninguém pensa. Aliás, é tanto imposto que se paga que ninguém pensa em um bolso a não ser o próprio. Brasileiro se acostumou a ser egoísta.
Para consumir o produto original ou pirata depende do grau de satisfação que a pessoa tem. Por exemplo, há cerca de dois anos eu comprava CD original sempre, incondicionalmente. Adoro música, comprava sempre que podia e consumia sempre que queria. Tinha um cara na Uruguaiana que vendia CD original pela terça parte do preço. Não tem jeito, não vou pagar imposto para a Saraiva, e Oasis e Incubus, já têm dinheiro suficiente. Não adianta, por mais que goste das bandas não vou pensar no quanto eles ou suas gravadoras estão deixando de lucrar.
Bom, então veio a maravilha do Mp3. Resisti à tecnologia, só baixava músicas que gostaria de conhecer, e aí, se muito me agradasse, comprava o CD. Eu queria consumir música, mas me recusava a pagar R$40 no original ou R$5 no pirata. Hoje em dia, todos os meus CDs são "pirateados" por mim mesma: sem aquelas capas mal copiadas e com o custo de mais ou menos R$0,50.
Confesso que ainda sinto falta daqueles encartes – Mas o cara da Uruguaiana sumiu, acho que não resistiu ao Mp3.
Quanto ao filme... Pelo menos ficou famoso antes mesmo de estrear.
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