quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Futuro: consumo de idéias e imagens.


Acabei de ler um artigo sobre Criança & Consumo, baseado em um fórum sobre o mesmo assunto. Na minha opinião, expondo pontos de vista até muito radicais. Uma das situações citadas era a venda de cards do desenho animado Yu-Gi-Oh!, que, segundo informações anônimas, portaria imagens satânicas. Além disso, critica os brindes distribuídos em redes de Fast Food, promovendo a venda de lanches nem um pouco saudáveis.
O autor, Flávio Paiva, julga as crianças como seres de fácil manipulação, e as quais estarão com os ouvidos e olhos disponíveis para absorver qualquer tipo de informação. Critica a superexposição infantil à propaganda, assim como o vazio existencial que esse fato pode trazer como conseqüência.
Países como a Itália, Dinamarca, Noruega e Suécia não veiculam comerciais de qualquer produto ou serviço em horários destinados ao público infantil. Flávio afirma que há veiculação de cenas de sexo e violência em salas de cinema cujo filme é para crianças, havendo inversão com os valores adultos.
Considera-se o merchandising o ato mais grave dirigido ao público infantil e acredita que a “função” da criança em melhorar o futuro está sendo desviada.
Agora falemos, de certa forma estas crianças não estão sendo vistas como os próprios bens de consumo? Vende-se uma imagem de que a criança é o futuro do país e que tem de ser protegida em todos os momentos e quem compra essa imagem somos nós. A criança já tem uma responsabilidade de mudar o mundo sem mesmo conhecê-lo.
O mundo infantil é visto como algo encantador e imaturo – E, na minha opinião, realmente é. Porém, não se pode culpar a mídia como fator de inversão de expectativas. Seria como culpar os pobres pela violência. E se o futuro não for bom? Será culpa delas?
Hoje, o consumo de idéias e imagens de uma sociedade está caindo no paradoxo.

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