quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A inversão de valores

Outro dia escutei uma mulher falando sobre o quanto precisava ir ao cabeleireiro. E foi aí que eu percebi o quanto as pessoas substituem seus valores quando fazem parte de uma sociedade de consumo. Ela usou uma frase metafórica que eu não me lembro muito bem, mas era algo que soava como: “deixo de comprar arroz e feijão, mas não deixo de pintar o cabelo”. Neste caso, se limita muito mais às mulheres. Não deixa de ser verdade, apesar de hiperbólico.
O supérfluo acaba substituindo o que é fundamental, nem que seja de uma forma psicológica. O físico, o que irá ser aparente acaba sendo mais importando ao que se chama de “beleza interior”. Pode-se dizer que isso tudo é influência da mídia – Afinal, a sociedade de consumo é um fruto da mídia. Os valores se invertem e o que era para ser um mundo globalizado, e ainda, de forma geral, com suas limitações culturais, acaba encontrando um ponto em comum: todos querem ser aceitos, nem que tenham que inverter seus próprios valores.
Deixando a hipocrisia de lado, eu mesma admito que economizo o dinheiro almoço para garantir a hidratação no fim do mês. Mas sem exageros também. Se for para economizar na comida, economize aquele lanche gorduroso, coma salda ao invés do número 1, frutas ao invés de gorduras saturadas e etc. O natural ainda é mais barato, e o natural caro será barato quando banalizado. Faça uma economia saudável e deixe seus valores em forma.

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