Claro que quando se fala em consumo na sociedade contemporânea a primeira coisa que se pensa é no material: em roupas e acessórios, tecnologia e em supérfluos como um todo. Mas na verdade, o consumismo se estende pelo abstrato, como o tempo, por exemplo.
Consumismo mais tempo porque temos mais afazeres, e temos mais afazeres porque as coisas nos consomem menos tempo. Hoje em dia, só se perde tempo em fila em casos extremos e só se perdem tempo em compras os mais céticos. A compra on-line deixou de ser teoria e passou a ser prática de uma forma muito mais avançada do que a previsão de Marshall McLuhan, nos anos sessenta. Analisando o que mais gastamos tempo nos últimos anos, talvez em engarrafamentos. Acho que nem dormindo seria, a população urbana tem dormido cada vez menos, tem comido cada vez mais rápido e tem praticado cada vez menos atividade física só para não servir de exemplo para a futura geração.
Consome-se mais energia, em todos os sentidos. No caso da energia elétrica é até óbvio. Mais tecnologia, mais dependência de correntes elétricas para os eletrônicos, pelo menos enquanto eles não começarem a depender totalmente de baterias (que ainda, terão de ser recarregadas). Quando não precisamos gastar energia esperando horas na fila de um banco, é preciso gastar a energia com a internet – e se o computador pifar, o que era para economizar acaba atrapalhando ainda mais.
O consumo é em rede. Quando se perde um ponto de se perde outro, e outro, e outro... Consome-se energia para tudo, e quando estamos de férias, para não ficarmos entediados, preferimos gastá-la mais ainda, mas de uma forma que resulte em algo de maior satisfação.
Consumismo mais tempo porque temos mais afazeres, e temos mais afazeres porque as coisas nos consomem menos tempo. Hoje em dia, só se perde tempo em fila em casos extremos e só se perdem tempo em compras os mais céticos. A compra on-line deixou de ser teoria e passou a ser prática de uma forma muito mais avançada do que a previsão de Marshall McLuhan, nos anos sessenta. Analisando o que mais gastamos tempo nos últimos anos, talvez em engarrafamentos. Acho que nem dormindo seria, a população urbana tem dormido cada vez menos, tem comido cada vez mais rápido e tem praticado cada vez menos atividade física só para não servir de exemplo para a futura geração.
Consome-se mais energia, em todos os sentidos. No caso da energia elétrica é até óbvio. Mais tecnologia, mais dependência de correntes elétricas para os eletrônicos, pelo menos enquanto eles não começarem a depender totalmente de baterias (que ainda, terão de ser recarregadas). Quando não precisamos gastar energia esperando horas na fila de um banco, é preciso gastar a energia com a internet – e se o computador pifar, o que era para economizar acaba atrapalhando ainda mais.
O consumo é em rede. Quando se perde um ponto de se perde outro, e outro, e outro... Consome-se energia para tudo, e quando estamos de férias, para não ficarmos entediados, preferimos gastá-la mais ainda, mas de uma forma que resulte em algo de maior satisfação.
Há alguns-nem-tantos-anos, era quase impensável a idéia de um blackout. No entanto, ele aconteceu há pouco mais de cinco. Estamos racionalizando tudo, é a lei do imediatismo para, no fim, tentar garantir um pouquinho de emoção.
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