quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Questionando a Teoria - Razão Psicanalítica

Hoje na aula de Teoria da Comunicação II, o Aristides abordou um tema muito interessante sobre a mente humana. Ela seria dividida em três razões. A primeira é a razão clássica, a segunda é a dialética, e a terceira a razão psicanalítica. Esta última foi teorizada por Freud e defende a seguinte idéia: “faço coisas que não sei por que faço” – Ou seja, por que se compra coisas que não são úteis? Por que o supérfluo se faz necessário? A resposta dada na aula é que isso gera uma satisfação, o princípio de realidade - Agir por impulsão e ser movido por desejos instantâneos, um ato pulsional e que busca a paz absoluta.

Logo, consegui fazer uma associação com um trecho da apostila do curso de Plano de Marketing. Na aula cinco, a professora irá aprofundar o por que das pessoas terem tanta vontade de comprar. Seria necessidade ou desejo? Na verdade, é uma questão de se sentir mais forte, de ter poder. O ser humano não se sente forte sendo diferente. Ele precisa ter as mesmas coisas que o outro, ou até, coisas melhores. É uma questão cultural. Mas isso pode ser explicado melhor na próxima semana, quando o tópico for dado na aula.

Voltando à Teoria da Comunicação, a citação final foi “Desejar ou fabricar o que não está disponível”. Essa citação é claramente ligada à técnica e tecnologia. Questionei-me então, se existiria uma diferença de consumo entre um país de primeiro mundo e um de segundo ou terceiro, embora essas nomeações já estejam decaídas. A resposta é: há diferença, porque, simplesmente, existe uma diferença cultural. Um país que dispõe de tecnologia de ponta, obviamente também a disponibiliza - Tanto para uso nacional, quanto para exportação.

Uma sociedade, nos dias de hoje, mesmo com a globalização, é movida inteiramente por um sistema econômico. Um país cujo sistema é socialista não dispõe de tantos produtos porque não há concorrência, não há publicidade. Logo, culturalmente, essa sociedade não cria uma cultura de consumo tão acentuada quanto os capitalistas. Como esse primeiro sistema está quase abolido mundialmente (embora a China venha desempenhando crescimento intensivo), não é inteiramente equivocado dizer que o mundo de hoje é extremamente consumista. Até porque, é quase impossível escapar da globalização. Inclusive, os países que tentam “fugir” desse sistema, acabam direta ou indiretamente participando deste fato. Hoje em dia, acreditar que o capitalismo e a sociedade de consumo possam desaparecer é algo sem fundamento e utópico.

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