As aulas estão rendendo para esse trabalho. Hoje, o Ivan falou uma pouco sobre Aldeia Global e Globalização. Tema esse, que é fundamental ser citado quando se estuda a Cultura de Consumo.
A frase clássica de McLuhan: “O meio é a mensagem”. Foi enfatizado que, na realidade, o meio seria mais importante do que a própria mensagem, ou a problemática. Em dias de século XXI, é possível dizer que o meio é muito mais tangível que a mensagem. É como se esta segunda não tivesse realmente tanta importância, pois o foco seria exportar de forma que todo o mundo se tornasse um único meio – seguindo um pensamento de megalomania.
A globalização torna o mundo próximo de uma única aldeia, onde todos conhecem tudo sobre todos e propõe a integração do mundo, principalmente pelos meios de comunicação. Assim, se perde a identidade nacional e a sociedade fica cada vez mais subordinada a quem detêm o poder econômico.
A perda de uma personalidade artística regional, desmente a afirmativa de que a arte é universal. Os estilos musicais, por exemplo, estão cada vez mais segmentados. Porém, não existe uma troca, um intercâmbio entre as culturas – e sim, de um determinado país cuja ação é de monopólio devido ao forte sistema econômico.
Na Teoria da Globalização, presente de forma mais intensa desde a década de noventa, defende a idéia de que o “mercado vira gente”. Tudo é baseado na economia de cada país que influencia a cultura dos mais “fracos”.Sendo assim, os brasileiros são, indiretamente forçados a consumir uma cultura que não é própria.
O consumo de tecnologia e formas artísticas internacionais são grande parte dos gastos no Brasil, incluindo roupas e alimentação. Tudo que vem de fora acaba sendo mais caro, e conseqüentemente, pesa mais no bolso público. As pessoas não consomem porque são obrigadas, mas por uma questão psicológica e emocional elas se vêem na necessidade de consumir aqui, o que também é consumido lá fora.
No Brasil, se chegou a um ponto no qual a influência cultural norte-americana, principalmente nos centros urbanos, se tornou algo quase homogêneo.O que antes era uma teoria do consumo vista de longe, e que não se via um crescimento tão ritmado e acelerado, se tornou algo quase incontrolável. Não há possibilidade de um país subdesenvolvido, e com todos os problemas econômicos do nosso, desenvolver uma cultura capaz de competir com outros países desenvolvidos, por mais rica que ela seja. A economia vence a cultura regional - O consumo dos mais fracos é para se tornar igual aos mais fortes.
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